Esta ferramenta de estudo e pesquisa, está sendo desenvolvida e alimentada, através do curso de Especialização em Gestão Pública, realizado através do Programa Nacional de Formação em Administração Pública pela UFF - Universidade Federal Fluminense.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
13 DIAS QUE ABALARAM O MUNDO - 2000 - Kevin Costner
Qual dos Modelos de Análise do Processo de Decisão Política (Racional, Organizacional ou Política Burocrática) melhor explica os acontecimentos narrados no filme?
sábado, 9 de abril de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Políticas Públicas - Gestão em Administração Pública - 2016
Tópico 1
Unidade I - Políticas Públicas: conceitos básicos
AD1
1)Analise as diferenças dos termos Politics e policy, exemplificando quando se pode aplicar cada um deles
1)Analise
as diferenças dos termos Politics e policy, exemplificando quando se pode
aplicar cada um deles (valor-5pontos)
No estudo do texto integra dois
elementos a Politics, que são procedimentos e mecanismos pacíficos formais e
informais, mas também a disposição para persuadir e para negociar, que se
expressam mediante a atividade do sistema político para buscar soluções
pacíficas para conflitos bem públicos e Policy, que compreendem o conjunto das
decisões e ações, ou seja, o que se escolhe fazer e o que se faz, relativas a
alocação imperativa de que se faz no poder da lei de valores diversos
envolvendo bens públicos.
2)Defina
as principais abordagens na análise de políticas públicas e analise as
principais contribuições de cada uma delas. (valor-5pontos)
A análise de Política é uma
abordagem multidisciplinar. O estudo parte do trabalho de Dye (1981), que
identifica os modelos, as vantagens e desvantagens de cada um deles.
No modelo institucional que enfatiza
e coloca no papel do Estado na produção das políticas públicas, pouca atenção é
dada à ligação entre estrutura das instituições políticas e o conteúdo da
política. Isso não significa que no modelo institucional sua estrutura seja
incompleta ou insuficiente, o que pode afetar a formulação da política são
padrões estruturados de indivíduos e grupos.
No modelo da teoria do grupo é visto
como processo de obtenção de equilíbrio entre os interesses de diferentes
grupos, e a interação é o fato central. Os grupos são meio entre os indivíduos
e governo, se move na direção desejada por quem tem mais influência, pelo
tamanho da riqueza, pelo grau de organização e capacidade de liderança de cada
grupo, pela coesão interna e pelo grau de acesso aos tomadores de decisão.
Respondem às pressões de grupo barganhando, negociando e comprometendo-se no
meio de demandas competitivas de grupo de influência – que por sua vez tentam
formar coalizões majoritárias.
O modelo elitista de preferências e
valores de elites governamentais. Partem do princípio de que as pessoas são
apáticas e mal informadas sobre políticas públicas e que são aas elites os agentes
que moldam a opinião pública. A implicação é que as demandas não surgem das
massas, mas dos interesses e valores das elites concordam sobre as regras do
jogo, pois a estabilidade e a sobrevivência dependem do consenso e interesses
delas.
No modelo de política racional é o
cumprimento eficiente de metas. Envolve cálculo dos valores sociais, políticos
e econômicos sacrificados ou alcançados pela política pública. Assume que os
resultados serão ótimos se o processo planejado for seguido. Contém uma série
de limitações e uma delas é a sua reduzida capacidade de explicar a autonomia e
o poder decisório dos indivíduos no
interior da organização.
O modelo incrementalista – como meio
de continuação de atividades governamentais passadas e que recebem apenas
algumas modificações incrementais. Tacitamente concordam em dar continuidade às
políticas existentes, que causem pouco deslocamento administrativo,
organizacional, físico e econômico. Reconhece que raramente os seres humanos
agem para maximizar todos os valores, e que agem com freqüência para satisfazer
demandas específicas. É politicamente conveniente e os pontos se referem apenas
ao aumento ou redução de orçamentos, ou modificações no programa.
O modelo da teoria dos jogos – é
vista co mo escola racional de atores em situação competitiva. É abstrato e
dedutivo de policy Marking, não há descrição de como se tomam decisões, apenas
os posicionamentos em circunstâncias competitivas.
Modelo sistêmico – definida como
respostas as forças geradas no ambiente. As reivindicações podem ser bens e
serviços, como saúde, educação, estradas, transportes, segurança pública,
normas de higiene e controle de produtos alimentícios, previdência social etc.
Os apoios podem ser passivos ou ativos, afirmativos ou negativos. É visto como
um composto de subsistemas, como: econômico, social e cultural. A critica ao
modelo se traduz pela redução lógica dos processos, enfatiza a importância do processo
central de conversão no interior do sistema político e ao fato de como os
processos ocorrem dentro da caixa-preta, tendendo a dar aos conflitos a
aparência de jogos. Tratando tanto da garantia quanto da mudança nas regras.
3)
Representação e participação podem ser complementares? Analise apontando de que
maneira os dois meios podem promover uma gestão pública mais eficiente e
eficaz. (valor-5pontos)
Representação e participação podem
ser complementares e os termos estão muito em voga nos jornais e nos debates. A
primeira idéia que as pessoas tem e que tem alguma coisa a vê com o governo,
mas em primeiro lugar políticas publicas e se pensar o Estado e o governo em
ação, ou seja, são todas as atividades que partem do estado e a forma que isso é executado pelo governo.
E nós podemos pensar nessa definição como uma definição mais política ou mais
administrativa. A definição política e que Políticas Públicas envolve conflito
de interesse, pensando na sociedade, composta por diversos grupos, seguimentos
políticos e cada um com suas idéias, ideologias, visões de mundo e esses grupos
estão há todos momento debatendo como é que o estado e o governo devem agir. Definindo quem ganha,
porque ganha, em que momento quem está ganhando, extremamente importante para o
cidadão.
Precisa diferenciar o que é a
Política de Estado e a Política de Governo, a do Estado é que independendo do
governo ou governante terá que ser feito, geralmente está presente dentro do
aspecto de um aparato jurídico legal, por exemplo a constituição. Já a política
de governo vai depender da alternância de poder, cada governo tem o seu projeto
e durante aquele período, quatro anos de um mandato, sendo reeleito, oito anos,
vai transformar aquelas idéias e políticas públicas que serão executadas ao
longo de um tempo. Muitas vezes, a medida que possuem continuidade de um
governo para outro, ela se transforma em política de estado.
O conceito hoje de Política Pública
hoje, não entendemos mais como público, como sinônimo de gestão governamental,
o público e muito mais um sinônimo que vai do governo até a sociedade, passando
por diversas organizações da sociedade civil. Sendo chamado também de terceiro
setor e até mesmo o mercado. Então vai envolver o primeiro setor, que é o
Estado e o Governo; o segundo setor, que é a iniciativa privada e o terceiro
setor, que são as diversas organizações da sociedade civil, como as ONG’s, as
entidades filantrópicas, associação de bairros, dentre outras organizações.
Como nosso país tem uma tradição
muito forte do sec. XX, autoritarismo, período da ditadura, modelo
centralizador de Gestão Publica, a idéia que se tem é de que isso é uma coisa
só do governo, que não precisa de participação popular, que já se elegeu os
governantes e que agora esses vão tomar as suas decisões.
Pelo contrário, a história que se
constrói sobre políticas públicas e uma noção de construção com o coletivo, uma
cooperação entre o Estado e a sociedade civil, ou seja, é muito menos uma idéia
de gestão governamental e muito mais uma construção desse público por todos os
atores, seja atores do Estado ou da sociedade civil.
4) Analise as etapas do ciclo de
políticas públicas destacando a participação dos atores em cada uma delas.
(valor-5pontos)
O
modelo do ciclo de política está associado ao modelo sistêmico, que faz sua
abordagem em cima de divisões em etapas seqüenciais. A correta compreensão do
ciclo é de grande valia para o gestor, pois fornece o entendimento correto do
processo de políticas públicas para melhor reflexão e clareza dos dispositivos
e os instrumentos que poderão ser melhorados, ou seja, agrupados formam o
processo político e principalmente o comportamento dos diferentes atores
envolvidos em cada etapa do processo de políticas.
A
fase de formação de agenda ocorre quando um problema político é reconhecido e
fomenta discussão de um grupo de autoridades; a formação das alternativas
ocorre quando os atores apresentam propostas para sua resolução, representando
interesses aceitável para maior número de pessoas envolvidas, a tomada de
decisão não quer dizer que todas as decisões foram tomadas, mas que se chegou
ao núcleo da política que está sendo formulada. Quando é pouco conflituosa, o
núcleo pode ser abrangente, decidido sobre aspectos diversos. Agora, quando são
conflituosos, complexos, maior conhecimento de causa, a decisão tende a cobrir
um número menor de aspectos.
A
implementação são decisões, operações e rotinas executivas das organizações
envolvidas em uma política, onde deixam de ser decisões para se tornarem intervenções na realidade. É um instrumento
monitoramento de gestão para analisar se o seu objetivo estão sendo alcançados
com a política e avaliação como julgamento de resultado, sendo representado por
valores. Anda em paralelo com o
monitoramento, para tomada de decisão dos gestores da política, para os
ajustes das necessidades com vista aos resultados esperados sejam atingidos.
A
avaliação que expressam valores dos procedimentos de julgamento dos resultados
de uma política. Os monitoramentos subsidiarão os gestores em suas decisões
para as necessidades dos ajustes para se atingir os objetivos.
Referências:
RUA, Maria das Graças. Políticas
Públicas. 2. Ed. Reimp. – Florianópolis: Departamento de Ciências da
Administração/UFSC, 2012.
SARAVIA, Enrique. Introdução à
Teoria da Política Pública. In: SARAIA; FERRAREZI, Elizabete (Orgs.) Políticas
Públicas: Coletânea Brasília: ENAP, 2006. Disponível em: HTTP://tinyrl.com/ycn2mf5.
FARIA, Carlos Aurélio Pimenta.
Idéias, Conhecimento e Políticas Públicas, Um Inventário sucinto das principais
vertentes analíticas recentes – Revista Brasileira de Ciências Sociais – Vol 18
nº 51. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v18n51/15984
FREY, Klaus. Políticas Públicas:
Um Debate Conceitual e Reflexões Referentes à Prática da Análise de Políticas
Públicas no Brasil, nº 21- jun de 2000. Disponível em: http://www.ufpa.br/epdir/images/docs/paper21.pdf
Tópico 2
Unidade II - O Ciclo das Políticas Públicas
AD2
1) Diferencie “estado de
coisas” de “problema político” dando exemplos das duas situações
(valor-5pontos)
A diferença principal entre esses
dois contextos é que no problema político consiste em uma demanda recorrente ou
nova, que se caracteriza como problema político e entra em uma listagem de
prioridades, onde os governos devem dedicar suas energias e atenções, os atores
lutam arduamente para incluir as questões de interesse na agenda política, ou
seja, problema que um governo específico resolveu tratar, como a desigualdade
social, a violência, a violência, a degradação ambiental e o desenvolvimento
econômico e social.
No estado de coisa, as demandas são
reprimidas, também podem ser conhecidas como decisões, ou seja são situações
que se arrastam durante um tempo razoável ou longo, incomodando e gerando
insatisfação sem, entretanto chegar a mobilizar as autoridades governamentais,
para serem incluídas como item da agenda governamental, como exemplo cito as
questões de gênero e a devastação ambiental.
2) Discorra sobre os
modelos de análise no processo de decisão política. (valor-5pontos)
Uma decisão é uma escolha entre alternativas e
possibilidades, são tomadas para resolver problemas ou aproveitar
oportunidades, através da sequência de etapas que vai da identificação do
problema até a escolha e colocação em prática de uma ação ou solução.
Em nossas vidas cotidianas tomamos
decisões o tempo todo, mas quando estamos abordando decisões dentro de um
contexto político, necessitamos de ferramentas certas para soluções de
problemas mais complexos, mas o ponto de tomada de decisão é muito importante,
necessita de estudo e os seus principais pontos são: identificação do problema,
diagnóstico da situação, desenvolvimento de alternativas e escolha das melhores
alternativas.
No modelo de política racional tem
por base a idéia do “mercado de concorrência perfeita” só que ela não existe no
mundo real, pois o processo carrega ambigüidades, mostrando-se como um campo de
interesses cruzados, diversificados e até conflitantes, composto por indivíduos
que possuem interesses próprios, diferenciados, fragmentados e que calculam
politicamente contando com o lado
pessoal, circunstancial e de longo prazo.
Para o modelo organizacional o
desprendimento do problema da racionalidade absoluta e abstrata, forneceu
solução para o fato da não entidade utilitária entre o governo e o Estado.
Supõe que Estado e governo são constelações que possuem autonomia com culturas
organizacionais próprias em seus valores, projetos políticos, ambições
financeiros, humanos e tecnológicos. Funcionando através de rotinas para o
alcance dos seus objetivos e a realização d missão. Os atores políticos são
agentes, o poder é dividido e os problemas percebidos conforme o ponto de vista
e a sua interpretação. A dificuldade nesta abordagem se refere pela barganha e
negociação, ignorando o jogo político.
No modelo da política burocrática, a
rejeição da idéia da racionalidade linear se baseia pelo fato de que diversos
atores colocam linhas cruzadas entre diferentes políticas. O crucial é definir
qual é o interesse m jogo para cada ator envolvido. Nesse jogo, as vantagens
podem ser individuais, coletivas, organizacionais entre outras, fazendo
alianças, utilizando de variadas estratégias e recursos. Admite vários tipos de
atores e o que faz o movimento do jogo do poder não é a lógica de ação, nem as
rotinas organizacionais, nem a excelência técnica das alternativas, mas o poder
e as habilidades políticas dos atores para negociar e barganhar até obter, para
um problema político, a solução que seja mais conveniente aos seus interesses.
3) Diferencie
eficiência, eficácia e efetividade chamando atenção para as características de cada
um dos conceitos (5pontos)
Os três E’s está ligado no significado dos processos e
suas em suas relações nos sistema das organizações.
A eficácia está voltada para o produto,
consiste em fazer a coisa certa (não necessariamente da maneira correta) para o
resultado. Um exemplo é o jogo de futebol, onde um time ganha a partida através
de um pênalti roubado, ou seja, conseguiu atingir o objetivo, que era vencer,
mas não quer dizer que tenha utilizado a maneira correta. Assim, está
relacionada ao grau para atingir o objetivo. Se desejarmos fazer algo e temos
êxito nesse projeto somos eficazes. Dessa forma evidencia o cumprimento da
missão de chegar ao resultado desejado.
A eficiência está relacionada no
como fazemos, no caminho, no método. Está na economia, o menor consumo de
recursos dado um determinado grau de eficácia, relaciona-se com a maneira pela
qual fazemos as coisas, ou seja, é a metodologia de concepção.
A efetividade ressalta o impacto, na
medida em que o resultado almejado (e concretizado) mudou.
4) Dê exemplos de uma
política eficiente, uma eficaz e uma efetiva, justifique porque se enquadra no
conceito. (valor-5pontos)
Não é uma tarefa fácil exemplificar os 3 E’s. Talvez
seja mais simples diferenciá-los através dos conceitos, mas quando a questão e
exemplificar os mesmos se confundem nesse processo. Bom, vamos ver se consigo
através do exemplo abaixo, traduzir a questão.
Numa Política na área da Educação de
um determinado município, para a
implantação de escolas com horário integral, com o objetivo de melhorar seu
IDEB e ultrapassar o índice Nacional até o final de seu mandato. Tem que se considerar como política eficiente
a construção de X escolas para atender a toda a população educacional da
localidade., fazendo a tarefa, utilizando os recursos e relacionando ao modo de se fazer a
construção de escolas.
Como política eficaz será analisado
se para a tarefa de se construir as escolas, foram utilizados os melhores
recursos, da melhor maneira e com o
menor custo, de maneira correta, atingindo os resultados e metas, relacionadas
aos fins.
A efetividade se mostrará através da
análise do IDEB e se conseguiu ultrapassar a média nacional. Considerando
quando um produto final foi percebido pelo usuário como satisfatório.
No passado, o atendimento do Serviço
Público na administração, não tinha preocupação com o cidadão e com o
atendimento de suas necessidades, preocupava-se apenas com os procedimentos
internos (com os meios) e consigo mesma, e dava pouca importância aos resultados efetivos. Para a
administração o cidadão era visto apenas como alguém que pagava impostos.
O termo cliente tem origem no setor
privado e influencia fortemente a reforma do Estado. A insatisfação do
cliente-usuário com os serviços públicos era notória. Os serviços prestados
eram considerados ineficientes, caros e de pouco valor para o usuário. No meio
público o conceito “de foco no cidadão” é mais apropriado do que “foco no
cliente”, visto que os princípios constitucionais como eficiência devem atender
primeiro aos valores democráticos (normas legais, lealdade, imparcialidade,
equidade e justiça), além disso, a atuação da comunidade.
O sentido democrático apregoa maior
participação do cidadão ao meio público; orienta a atuação do Estado para o
atendimento dos usuários e proporcionam maior transparência nas decisões, ações
e relação do Estado com o cidadão e com a sociedade.
Referências:
RUA, Maria das Graças. Políticas
Públicas. 2. Ed. Reimp. – Florianópolis: Departamento de Ciências da
Administração/UFSC, 2012.
MARINHO, Alexandre. FAÇANHA, Luis
Otávio. PROGRAMAS SOCIAIS: EFETIVIDADE, EFICIÊNCIA E EFICÁCIA COMO
DIMENSÕES OPERACIONAIS DA AVALIAÇÃO Rio de Janeiro, abril de 2001. Disponível
em: http://www.ufjf.br/especializacaofisioto/files/2010/03/efetividade-efici%C3%AAncia-e-efic%C3%A1cia-em-programas-sociais.pdf
SCANDELAI,
Aline Linares de Oliveira1 POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO: EFICAZ, EFICIENTE E
EFETIVA?” 1 Faculdades Integradas Antonio Eufrásio de Toledo de Presidente
Prudente/SP. Disponível em: http://www.uniesp.edu.br/revista/revista13/pdf/artigos/03.pdf
sexta-feira, 4 de março de 2016
Estado, Governo e Mercado
Estado, Governo e Mercado - Gestão em Administração Pública - 2016
Unidade I - Perspectiva Teórica para a Análise das Relações entre Estado, Governo e Mercado
AD1
Atividade
I
Questão I- Explique, a partir dos autores apresentados
ao longo da Unidade, como podemos caracterizar o Estado- e suas principais
atribuições:
De acordo com os autores apresentados ao longo da Unidade, o que
caracteriza o Estado é a organização que exerce o poder supremo sobre o
conjunto de indivíduos que ocupam um determinado território. E quando se diz
sobre o exercício do poder, se refere à capacidade de influênciar decisivamente
a ação e o comportamento das pessoas, portanto, Estado e poder são dois termos
indissociáveis.
O estado possui três funções fundamentais: Legislativa, Executiva e
Judiciária.
Suas principais atribuições são:
·
Ter a capacidade
de identificar necessidade e anseios sociais;
·
Transformar esses
anseios sociais e transformá-los em políticas públicas que produzam resultado
na sociedade;
·
Dar respostas
efetivas aos problemas que pretende enfrentar.
Questão II- Como podemos explicar as relações entre
Estado e Mercado, tomando por base principal para sua resposta as sociedades
Capitalistas:
Tomando por base as sociedades capitalistas as relações entre Estado e
Mercado é marcado por movimento pendular, em que figuram como duas principais
referências ordenadas da vida social, o Estado se situa a esquerda e Mercado à
direita.
Quando o pêndulo chega ao seu ponto máximo à direita (mercado), e os
mecanismos mostram-se insuficientes para estimular o investimento privado, o
desenvolvimento econômico e o bem-estar social, a sociedade começa a
inclinar-se à esquerda (Estado), buscando cada vez mais a intervenção do Estado
como forma de corrigir as falhas de mercado, sanar as suas insuficiências e
recriar as bases para a retomada dos investimentos, a expansão da economia e o
aumento do bem-estar.
Quando o pêndulo chegar ao seu ponto máximo à esquerda (Estado) e a
intervenção na regulação da vida social e econômica não se mostrar mais capaz
de promover o crescimento econômico e o bem-estar dos indivíduos passando a ser
percebido como um problema ao investimento privado, que é a condição necessária
para a expansão econômica nas sociedades capitalistas – tem o começo do
movimento oposto da sociedade em direção à direita (Mercado), com a retração do
Estado em favor dos mecanismos de regulação do mercado.
As relações entre Estado e mercado assumem conformações distintas no
espaço ao longo do tempo, de forma que não se possa, rigorosamente, falar de
retorno a um ponto de partida, ou seja, as relações nunca se repetem,
renovando-se constantemente.
Questão III- A partir dos autores vistos na disciplina
até o presente momento, como podemos caracterizar o pensamento Liberal para
interpretar as relações entre o Estado e o Mercado:
Podemos caracterizar o pensamento liberal para interpretar as relações
entre o Estado e o mercado através da autorregulação e concorrência do
liberalismo econômico. Guiados pelos interesses egoístas, os indivíduos
entrariam em concorrência uns contra os outros, e da competição generalizada
resultaria o equilíbrio econômico e o bem coletivo, com a produção de bens e
serviços requeridos pela sociedade em quantidade e preços favoráveis.
O mercado seria um mecanismo autorregulável que dispensaria a
intervenção Estatal, pois a lei da oferta e da demanda seria insuficiente para
regular as quantidades e preços de bens e serviços em uma sociedade.
Ao Estado caberia apenas assegurar a concorrência para o bom
funcionamento do mercado, impedindo que os produtos – movidos pela avidez – se
organizem em carteis, distorcendo os preços e beneficiando apenas a si mesmos
em detrimento da coletividade.
Questão IV- A teoria Marxista apresenta algumas
características fundamentais para sua dinâmica funcional. Descreva estas
características, destacando o contexto no qual a teoria se desenvolveu.
A teoria Marxista apresenta algumas
características fundamentais para sua dinâmica funcional, como: o materialismo
dialético, o modo de produção, a ideologia e a teoria de valor. Destacando a
teoria da revolução e da tomada de poder pelo proletariado, que estaria
embasada cientificamente. Por ser científico, não poderia o socialismo de Marx
ser instituído em qualquer sociedade nem sob qualquer circunstância, mas
dependeria de determinadas condições objetivas. Essas condições seriam
precisamente as do capitalismo industrial plenamente desenvolvido.
O capitalismo tendo desenvolvido seu papel
progressivamente na história da humanidade ao libertar o homem das condições de
dominação existentes nas sociedades humanas.
A perspectiva de Marx, portanto, não pode
jamais ser tomada como anticapitalista, como a de alguns socialistas utópicos,
mas sim pós-capitalista. A partir do momento em que a burguesia tiver cumprido
o seu papel histórico de promover o desenvolvimento do capitalismo, subvertendo
completamente a ordem das sociedades tradicionais, e que o capitalismo não
estiver mais trazendo qualquer progresso à humanidade, torna-se reacionário, ou
seja, o pleno desenvolvimento do capitalismo era uma condição necessária para a
implantação do socialismo.
Questão V- O pensamento Liberal e o Marxista
apresentam desdobramentos no cenário do século XIX. Explique as principais
mudanças que ocorrem nestas matrizes do pensamento, destacando as
transformações que ocorreram nas sociedades capitalistas contemporâneas, que
servem de cenário para que estas teorias se desenvolvam.
Os desdobramentos no cenário do
século XIX, apresentado no pensamento Liberal e Marxista são explicadas através
das principais mudanças ocorridas nessas matrizes do pensamento, destacando as
transformações que ocorreram nas sociedades capitalistas contemporâneas, que
servem de cenário para que obrigasse os pensadores a reverem alguns de sus
prognósticos e paradigmas.
No plano político, a mudança significativa
foi a democratização das sociedades liberais, com o sufrágio universal
masculino. Os quais acreditavam que o governo da maioria e a economia de
mercado foram incompatíveis, mostrando que democracia e capitalismo poderiam
conviver numa mesma sociedade, buscando-se em princípios aparentemente
contraditórios.
Com as importantes transformações
tecnológicas e organizacionais com impactos enormes na sociedade, causando
mudanças sentidas ao longo das décadas, levando à reestruturação e
reorganização da produção, com profundas mudanças na composição da força de
trabalho, acompanhadas pelo desenvolvimento das sociedades, modificando o
padrão de organização e gestão empresarial, bem como a inter-relação das
empresas no mercado.
Marx afirmaria que qualquer forma
assumida pelo estado, todo governo seria sempre uma ditadura. A burguesia ainda
que governasse a si mesma de forma democrática, porque os membros com o direito
ao voto, o governo sobre a massa trabalhadora excluída do processo eleitoral
sempre a ditadura.
Com o nascimento da democracia,
abriria ao operário industrial a oportunidade para participar do processo
político, escolhendo seus representantes, com influência de dentro do
Parlamento sobre o Estado.
Surgem os partidos políticos sociais-democratas
e socialistas do Ocidente, fundados ou herdados e posteriormente partidos
comunistas, rompendo com os sociais democratas, formando a partir das
lideranças operárias que haviam renunciado à revolução socialista.
Na competição pela liderança, a
democracia requereria, no entanto, a livre competição entre elites pelo voto
livre do eleitor.
Referências:
COELHO, Ricardo Correa. Estado,
Governo e Mercado. 2ª ed. Reimp. Florianópolis: Departamento de Ciências da
Administração/UFSC, 2012.
AD2
Atividade II
Questão
I- As relações entre Estado e Mercado apresentam diferenças marcantes no século
XIX e XX. De forma breve, explique as principais diferenças que marcam esta
relação no referido período.
Independentemente da trajetória de cada país, identifica-se com clareza
quatro padrões de reflexão entre Estado e mercado, o estado liberal até a
primeira Guerra Mundial, o Estado de bem-estar social e o Estado socialista, contemporâneos;
e o Estado que iria surgir da queda de ambos, chamado de Estado neoliberal.
Nesse
período o Estado e mercado passariam por extremas situações, como: o apogeu do
liberalismo, onde o Estado pouco interferiria nas relações entre os cidadãos; a
institucionalização da União das Repúblicas Socialistas e Soviéticas, assumindo
todo o controle pelo Estado; o hibridismo entre o Estado e mercado como agente
e regulador da economia e social; e a desestatização das relações econômicas e
sociais com a revalorização do mercado como regulatório.
Após
a Segunda Guerra Mundial, emergiu uma nova ordem global, com a separação entre
um bloco ocidental e capitalista e outro bloco oriental socialista.
Questão
II- O Estado Liberal passa por transformações significativas ao longo do século
XX. Explique as principais transformações observadas no Estado Liberal – no
Brasil e no mundo.
O Brasil não conheceu um Estado tipicamente liberal. Impedindo tal
classificação durante o Império e a Primeira República são os fatores da
escravidão e igualdade civis; e a falta de participação dos cidadãos no
processo político e controle pelo parlamento.
No
Brasil podemos classificar como república oligárquica do que democracia
liberal, mesmo com a adoção do sufrágio masculino para escolher os
representantes, os resultados eram manipulados pela oligarquia dominante e o
império da lei era mera aparência.
Nem
liberal muito menos democrata no campo político, em contra partida o mercado
era regulado pelas relações com o Estado equivalendo aos estados liberais. Ao
gestor público brasileiro não era possível compreender a realidade
contemporânea e tomar decisões sem uma análise histórica e comparativa para o
futuro dos planos local, regional ou nacional.
Questão
III- Quais são as principais características das sociedades Liberais
contemporâneas, baseadas nos autores apresentados ao longo do curso?
As características de Estado Liberal e Estado mínimo iriam ser
recorrentemente invocadas no debate político ao longo do século XX. Caberia
garantir o direito e usufruto da propriedade, proteção da vida, o direito de ir
e vir dos cidadãos e a ordem pública. Zelando pela administração e cumprimento
das leis, manutenção dos registros de bens e direitos, conservação e segurança
das estradas, policiamento das cidades e espaços públicos e repressão física e
espaços públicos e repressão física quando necessário.
O
mercado seria uma instituição autorregulável, não necessitando da intervenção
do Estado para funcionar bem, garantindo de alguma forma autonomia ao campo
econômico em relação ao político. O direito de greve seria reconhecido, embora
o Estado liberal não obrigasse ninguém a trabalhar. O sufrágio como condição
para habilitar o cidadão a votar e ser votado. Estabelecimento de patamar de renda
para ter acesso ao processo eleitoral e o voto plural – com peso maior para
eleitores mais educados – mais tarde o sufrágio universal masculino, podendo
votar e ser votado independente da sua renda e com peso igual aos votos dos
demais cidadãos.
Com
a complexidade econômica nem mesmo os mais convictos liberais acreditavam após
a crise financeira de que o mercado fosse autorregulável, dispensando a
intervenção do Estado.
Questão
IV- A antiga União Soviética é um exemplo central para a compreensão do Estado
Socialista no século XX. Descreva, de forma analítica, as características que
marcam este tipo de Estado no exemplo Soviético.
No exemplo soviético as características que marcaram o Estado Socialista
foram o controle estatal de todo o processo produtivo, ou seja, fabricas,
bancos e estabelecimentos comerciais e até mesmo algumas terras, encontrava-se
sob rígido controle do Estado. Não havia espaço competitivo para a iniciativa
privada e essa iria praticamente desparecer.
O
direito a propriedade privada e liberal econômica eram valores negados pela
pretensão monopolista. O planejamento bem sucedido através dos planos
quinquenais de investimento e de desenvolvimento industrial reunidos com todos
os recursos econômicos do Estado e Partido Comunista.
Se
tornou potência industrial, deixando seu passado agrário, com capacidade para
enfrentar o exército da Alemanha Nazista. Com notáveis progressos tecnológicos
para se aventurar na corrida espacial conseguindo levar o primeiro homem para o
espaço.
Na
economia através da interferência do Estado ficou inibida o que precisou de
iniciativa governamental de abertura do sistema como: o glasnost e a
perestroika, sendo a primeira reconhecida pelos avanços e a segunda rotulada
pelo fracasso.
Questão V-
Como podemos caracterizar o Estado de Bem-Estar Social? Como este se diferencia
das concepções de Estado Liberal e Socialista?
Podemos
caracterizar o Estado de Bem Estar-Social através da utilização da força
estatal para implantação de políticas públicas, intervindo nas leis de mercado,
para garantir a população um indicador mínimo de igualdade social e bem estar.
Este se
diferencia da sociedade liberal através da cultura da solidariedade em
detrimento da cultura individualista, pois os liberais acreditavam que pobreza
fosse resultado da insuficiência de desenvolvimento econômico, porém a reversão
da equação liberal foi desconstruída quando o Estado teve que suprir
deficiências para a promoção do bem-estar nas sociedades ricas e industrialmente
desenvolvidas e da sociedade socialista do controle estatal de todo processo
produtivo e instancias da vida social na reivindicação do monopólio da verdade,
orientados mais pelo princípio da igualdade social do que pelo da liberdade
individual.
Questão VI-
No cenário atual, um novo modelo de Estado nasce: o Estado Neoliberal. Como o
Estado Neoliberal se caracteriza? Ademais, no que ele se diferencia da
concepção de Estado Liberal?
O Estado neoliberal se caracteriza pela reativação da economia com
finalidade de reencontrar na rota do crescimento novamente o mundo.Associada a
palavra neoliberal veio a globalização, invocada para enfatizar que o mundo
havia mudado e que novas formas de interpretar o social e a economia para que
se pudesse intervir, não poderia ser feito da mesma maneira. Interferindo nas
relações de trabalho, pois a quantidade de leis e restrições inibia a
contratação e impedia a criação de empregos.
As
privatizações tiveram por objetivo tornar as empresas mais eficientes e lucrativas,
além de tirar o do Estado para sua manutenção, liberando recursos públicos para
serem aplicados em áreas em que o Estado tem obrigatoriamente de investir, como
educação, saúde e assistência social.
O
Estado Neoliberal não significa um retorno “aos velhos e bons” princípios
liberais, mas que havia algo verdadeiramente novo – que justificasse o prefixo
“neo” – para que fosse diferenciado do Estado Liberal, pois no movimento
pendular em espiral entre Estado e mercado das sociedades capitalistas no percurso
da história, o pêndulo nunca volta propriamente ao mesmo lugar.
As
inovações tecnológicas iriam propiciar a criação de novos mercados para um
nível internacional e a velocidade com que se modernizava permitiu que o
cenário fosse radicalmente modificado e o Estado passou a exercer o papel de
agente regulador dos mercados recém-criados.
Comparativamente
em relação as outras formas de Estado, o Estado neoliberal é a mais difícil. Falta
distanciamento temporal para exame em relação às demais, no entanto mesmo que
algumas expectativas venham a se confirmar, toda linha de tempo histórica não
nos autoriza imaginar retorno ao Estado de bem-estar social, ao Estado
socialista ou outra forma de Estado anterior pelo simples fato de que a
história não se repete. Agora, o movimento pendular e seus princípios nas duas
matrizes, irá continuar como referênciaa guiar pessoas, animar discussões e
iluminar os pensadores do Estado e na sua atuação na Gestão Pública.
Referências:
COELHO, Ricardo Correa. Estado,
Governo e Mercado. 2ª ed. Reimp. Florianópolis: Departamento de Ciências da
Administração/UFSC, 2012.
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